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Devemos ter foco... em que?
 Julio Canaan
É muito comum a gente ouvir: "Falta foco no seu trabalho!" Esta afirmação pode ser extremamente útil ou nociva... Depende da forma com que seja aplicada. Qual é o foco do Governo? Levar uma população ao desenvolvimento sustentável, ou levar um "grupinho" ao sucesso financeiro? Qual é o foco de uma organização? Alcançar seus objetivos "custe o que custar", ou estabelecer mecanismos éticos para conquistá-los? Qual é o foco de um professor? Educar seus alunos para o exercício da cidadania responsável ou ensiná-los a utilizar seus conhecimentos para alcançar seus objetivos, mesmo que "atropelem" aqueles que se colocarem à sua frente? No mundo competitivo em que vivemos, devemos dar passagem? Ou devemos utilizar de todos os recursos para conquistar o sucesso, mesmo que façamos uso da concorrência desleal? Na luta entre o Bem e o Mal, qual partido devemos tomar? Sofrer por abraçar o Bem ou aproveitar a vida aderindo ao mal? Devemos criticar as religiões, as leis e a ordem, a ponto de sentirmos "vergonha" de sermos honestos? Ou devemos professar abertamente a nossa fé e trabalhar de cabeça erguida, mesmo que a nossa postura inviabilize muitos "negócios"? Antes de se pensar em "ter foco", precisamos primeiramente considerar a direção que iremos seguir. Na linha férrea Norte-Sul, existem dois sentidos: O trem pode estar correndo para o Norte ou para o Sul. Em nossa vida existem sempre os dois sentidos: Podemos estar caminhando para a construção do Bem ou, mesmo sem saber, estar caminhando para a construção do Mal! Por isso é importante, antes de tudo, procurarmos a construção do Bem, do Bem Comum - mesmo às vezes, contrariando o "instinto" que nos conduz ao "bem estar individual". Para isso, é de fundamental importância que tenhamos em mente o Amor: Amor a Deus sobre todas as coisas e Amor ao nosso próximo como a nós mesmos! Somente após definirmos em nossa mente e em nosso coração a construção do Bem, é que devemos colocar o "foco" que norteará todas as nossas ações. Somente assim o nosso "desenvolvimento" será sustentável! Vamos aprender a questionar "onde" estamos empregando o nosso potencial... Em que empresa estamos trabalhando?... Qual governo estamos apoiando?... Que leis estamos criando?... Que intenções estamos "cultivando"?... Para que estamos estudando? ... O que estamos ensinando? Tenho a certeza de que, se o foco for colocado no BEM COMUM, muita coisa irá mudar... A mídia será colocada a serviço da família... O jornalismo apresentará notícias que edificam as famílias, as pessoas e a sociedade! ... A TV inverterá toda a sua cadeia de programações, tornando obsoletos todas as produções de violência, sexo e pornografia!... Os governantes serão os primeiros a "abrirem" todas as informações para que o povo que os elegeu saiba "tim tim por tim tim" tudo aquilo que esses "prepostos" andam fazendo com o "poder" a eles confiado pelo voto!... O poder judiciário será rápido em decidir em favor dos mais necessitados, evitando as "protelações" das sentenças que sempre beneficiam os "mais poderosos"... As leis serão revistas sempre que apresentarem "furos", para evitar que ações inescrupulosas venham a fazer uso deles... Enfim, o BEM COMUM tomado como foco, evitará que o bem estar individual a ele se sobreponha! Se você deseja trabalhar pelo BEM COMUM do seu município, conheça o nosso trabalho: "Figurinhas Inteligentes - ODM´s no Brasil" e participe conosco, clicando AQUI.
Escrito por jjcanaan às 08h19
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Lei da Gravidez x Lei da Gravidade

Julio Canaan Deus criou o mundo em que vivemos e a todos nós, a partir de Sua onisciente, onipotente e onipresente vontade! Ele nos revela tudo aquilo que é necessário saber para compreender a majestade da Sua Criação e para vivermos no Seu Amor. Nós, como criaturas, temos a falibilidade humana, mesmo tendo sido criados à Imagem e Semelhança de Deus. Enquanto humanos, estamos vinculados ao tempo, para conquistarmos a Vida Eterna. Vivendo, portanto, no Amor de Deus, que nos torna semelhantes a Deus, somos orientados pelo Seu Espírito Santo e protegidos pela Sua Misericórdia. Deus vive em cada um de nós. Ele nos ama e Se manifesta em nosso meio, tendo enviado Seu Filho Jesus para nos ensinar a Viver em Seu Reino de Amor, que não terá fim. A Trindade Divina nos revela que fomos criados pelo Amor, para o Amor e, por isso o Seu Primeiro Mandamento consiste em “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Continuando na Lei do Amor, Jesus, O Filho de Deus, veio nos mostrar que devemos nos “Amar uns aos outros, assim como Ele próprio nos amou”. Ele deu a Sua própria Vida para a nossa Salvação. Prova de Amor Maior não há! No Livro do Gênesis, Deus nos revela que Criou o mundo em que vivemos e a todos nós que nele vivemos! No primeiro dia, Deus criou a Luz e a separou das trevas. No segundo dia, Deus criou o firmamento e o chamou de Céu. No terceiro dia, Deus criou a Terra com todos os seus vegetais. No quarto dia, Deus criou a Gravidade, que permite aos corpos celestes se movimentarem, atraídos uns pelos outros, de modo a existir o dia e a noite na Terra. No quinto dia, Deus criou todos os seres que nadam e voam, ordenando que povoassem toda a Terra. No sexto dia, Deus povoou a Terra com os animais e, para finalizar o dia, criou o Homem e a Mulher: “E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem pelo chão” (Gn 1, 28). Criou a Lei da Gravidez! Observemos que, desde o início da criação, o Homem vem “tentando” criar suas próprias regras de vida e de convívio. Até aí nada a comentar, pois faz parte do próprio desígnio de Deus, que ordenou que o ser humano dominasse sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem pelo chão. Mas as regras de vida e de convívio humanas não deveriam contrariar as regras definidas pelo seu próprio Criador! Como os seres humanos rapidamente começaram a “contrariar” os preceitos divinos, Deus enviou os Seus Dez Mandamentos, através de Moisés, como está revelado no Antigo Testamento. Mas nem o Dilúvio, nem a destruição de Sodoma e Gomorra fizeram os homens se emendarem de seus erros. Os Mandamentos de Deus eram sempre contrariados. O Amor era esquecido e o egoísmo predominava! Deus vem morar no meio de nós, enviando Seu Filho Jesus para nos orientar a Viver no Amor: “Amor a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos”. Assim, hoje e sempre, para cumprirmos a vontade do Pai, é suficiente que ouçamos a voz do Espírito Santo e sigamos os caminhos mostrados pelo Filho de Deus! Essa é a manifestação da Santíssima Trindade, a manifestação do Deus único e verdadeiro, que nos criou e jamais nos abandonou. E vive em nós e no meio de nós! Cumprindo os desígnios de Deus, podemos dominar sobre toda a criação... mas não devemos nos esquecer de agradecer, glorificar e, acima de tudo, amar o nosso Criador, respeitando os Seus preceitos. “Não matarás” (Ex 20, 13 - Dt 5, 17 – Mt 5, 21 – Mt 19, 18 – Mc 10, 19 – Lc 18, 20 – Rm 13, 9 – Tg 2, 11). As Escrituras Sagradas se propagam ao longo dos Milênios, orientando toda a Humanidade, revelando e ensinando a todos os povos a perseverarem no Amor, que é a única fonte de sustentação da Vida no mundo! ... E o ser humano continua escorregando, na tentativa de burlar a Lei das leis, criando suas próprias leis. Na atualidade, vivemos a realidade de sucessão de governos, que acontece no mundo inteiro. Os interesses transitórios são sempre colocados na frente dos interesses maiores, que deveriam, verdadeiramente, governar todos os povos. Os valores maiores são esquecidos e os confrontos falam mais alto do que as reais necessidades dos povos. São criadas novas formas de governo, novas estratégias políticas, para se adequarem aos “avanços tecnológicos”. O poder fala mais alto do que o dever, pois satisfaz os interesses que estão em jogo. Os menos favorecidos são pisoteados quando não totalmente esquecidos (depois de terem sido inescrupulosamente fabricados!). A falta de ética permeia as sociedades. O crime organizado se avoluma assustadoramente. O justo começa a ter vergonha de fazer as coisas certas, pois rapidamente passa a ser rotulado de “trouxa”! É esse o mundo que queremos? Leis esdrúxulas são “votadas”, contrariando o “dever ser”. Lembramos aos senhores parlamentares que a definição das leis a serem seguidas pelo povo estão em suas mãos. As leis criadas pelos homens podem ser modificadas, e devem, para corrigir as distorções percebidas... Afinal errar é humano! E as coisas humanas são imperfeitas. Devemos lembrar, também, que as coisas de Deus são as únicas Perfeitas! Podemos revogar as leis humanas, mas em hipótese alguma devemos tentar revogar uma Lei de Deus! O aborto é crime pelas leis humanas. Mas antes disso é contrário à Lei de Deus, que diz: “Não Matarás”. Revogar essa Lei, é o mesmo que revogar a Lei da Gravidade! Para encerrar essa reflexão, peço aos Senhores Parlamentares que unam a Lei da Vida à Lei da Gravidade. Revogar uma é o mesmo que revogar também a outra. Se, em algum momento histórico, os Senhores vierem a revogar a Lei da Vida, consolidando a descriminalização do Aborto, lembro que estarão, também, revogando a Lei da Gravidade. Todos estão, desde já, convidados a se atirarem do “Alto do Corcovado”, e o povo unido, de pé, cantando o Hino Nacional, os aplaudirá quando começarem a “subir”, em vez de caírem!
Escrito por jjcanaan às 10h31
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Sim, Sim... Não, Não!

Julio Canaan Somos um país que abriga quase 200 milhões de habitantes. A grande maioria se "declara" cristã, mas muitos fazem esta declaração apenas por "conveniência". Seja o "Sim, Sim e o Não, Não"! Inclusive, quando se trata de eleição! Um certo tratador de cavalos, num dado momento, resolveu experimentar a retirada gradativa da ração do animal. Cada dia tirava uma pequena porção. O animal ia se adaptando com a ração, cada vez menor. Até que, finalmente, ficou sem comer! ... Morreu!
Temos que ter cuidado com as armadilhas preparadas pelas organizações inescrupulosas que assolam o nosso planeta. Porque dispõem de tempo e dinheiro para comprarem tudo de que precisam, do bom e do melhor, não se preocupam com o alimento do dia a dia, que a grande massa da população precisa para sobreviver. Assim, com toda fartura, podem planejar “estrategicamente” com antecedência de vários anos!
Seus quebra-cabeças são montados sutilmente, costurando todas as peças necessárias para alcançarem seus objetivos, que estão fundamentados no “lucro”, sem o menor compromisso com o próximo e, muito menos, com a sociedade. Preocupam-se com o "poder" e com a "acumulação de bens".
No mundo moderno, globalizado, a Ciência, a Tecnologia e o Dinheiro garantem o poder. Mas o verdadeiro cristão não faz o que "pode" sem, antes, verificar se "deve" fazer.
Assim, pode-se contribuir para a construção de um mundo mais igualitário, mais justo e mais fraterno, fundamentado nos Mandamentos de um Deus Amor, que veio habitar no meio de nós para que tenhamos Vida, e Vida em Abundância! (cf. Jo 10, 10). É hora de gritarmos bem alto, em favor de todos aqueles que não têm nem vez nem voz! Ou será que, porque não existem reclamações, a nossa sociedade vai esperar que os “fetos” se organizem para reivindicarem o seu direito de não serem abortados?
Como prova da crueldade que está encoberta na “sutil descriminalização do aborto”, vamos olhar para o nosso mundo visível e atual e refletir sobre a grande massa sobrante de miseráveis, a desigualdade praticada com os aposentados - que deveriam receber uma remuneração digna compatível com o que fizeram e recolheram durante toda a sua vida profissional, o descaso com os idosos e os inúmeros relatos de exclusão e violência contra os mais necessitados e carentes. Sabe-se que, apenas 10% do capital investido em guerras já seriam suficientes para solucionar, financeiramente, esta situação.
Organizações chegam a ostentar, em suas paredes, certificados de “Responsabilidade Social”, quando, deliberadamente promovem a injustiça social, pois sabem que a “Justiça é lenta” e muitos morrem antes de ver os seus direitos assegurados. Grande hipocrisia! Pensam com nobreza, falam com pobreza e agem com torpeza!
Nas vésperas de eleições acirram-se as lutas pelo “poder”. Todos os argumentos vêm à tona!
Só nos resta saber se, depois de eleitos, as promessas feitas serão mantidas! Ou será que, à duras penas, o povo irá descobrir que foi enganado?
O povo disse Sim e elegeu? O candidato eleito dirá Sim a tudo que prometeu? O sim tem que permanecer sim e o não terá que ser mantido não. A mudança será considerada pelo povo como uma “propaganda enganosa”, suscetível de ser olhada à luz do "Código de defesa do Consumidor", e o candidato eleito poderá perder o poder que o povo, democraticamente, lhe deu. Afinal, o servidor público é eleito pelo povo para servir ao povo e não para se servir do povo! Deus abençoe o nosso povo e os candidatos eleitos, para que o seu pensar, falar e agir sejam: SIM, SIM... NÃO, NÃO!
Escrito por jjcanaan às 17h06
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Mensagem de Páscoa

Julio Canaan
A sustentabilidade do mundo Cristão está em Jesus Cristo. A comunidade Cristã, que se expande "até os confins do mundo", já está vivendo o seu terceiro milênio de existência. Por estar fundada na Verdade, ela é eterna!
A verdade já enfrentou toda sorte de opressões, e continua enfrentando até os dias de hoje.
Jesus Cristo disse a Pilatos, quando interrogado, antes de sua covarde execução: "Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da Verdade".
Jesus foi condenado por ser "apontado" como um "subversivo" da "ordem". Ora, para um mundo fundamentado em falsos "valores", no qual predomina o egoísmo, o direito da força, o poder do dinheiro e toda sorte de agressão à paz individual e social, pregar a Verdade, o Amor, a Fraternidade, o Serviço autêntico, a ética, só pode subverter a ordem das coisas que já são consideradas "normais".
Para justificar a crucifixão de Jesus, os sacerdotes declararam: "Não temos outro rei senão César". Nos dias de hoje, os "sacerdotes do capitalismo selvagem" crucificam populações inteiras alegando: "Não temos outro deus senão o dinheiro".
Jesus Cristo foi crucificado, morto e sepultado. Deixou-nos, porém, um caminho a seguir para chegar ao Pai. Ele afirmou: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".
É por esta razão Verdadeira, que o cristianismo garante a sua sustentabilidade ao escoarem-se os anos, os séculos e os milênios. Está ligado à eternidade de Deus, que é a única e verdadeira garantia do Pai para seus Filhos.
Ao terceiro dia de sua morte, Jesus ressuscitou e está presente em nosso meio, animando todos os cristãos que, verdadeiramente, nele creem!.
Assim, cada cristão vive em Cristo e tem garantida a sua ressurreição, vencendo também a morte por 2 x 1, como Cristo a venceu.
Se o mundo hoje anseia pela sustentabilidade dos "negócios", basta fazer dos seus negócios um serviço verdadeiro, onde haja espaço para todos no "amor recíproco". Em vez de cada um se ocupar em "concentrar riquezas", é hora de se empenhar em alcançar e administrar corretamente sua prosperidade.
É preciso que se tome o cuidado de buscar a prosperidade sem gerar o empobrecimento de outros, pois não faz sentido crescer às custas do achatamento de outra pessoa ou da comunidade.
O que mais se vê no mundo é a covardia, fruto da auto-suficiência.
Quando o homem, movido pela soberba, se acha auto-suficiente, significa que já expulsou Deus do seu coração. Ora, um galho separado da árvore, em algum tempo seca e morre.
A nossa vida só tem sentido se estivermos ligados a Deus. Sendo Jesus, o Filho de Deus, o Caminho, a Verdade e a Vida, basta seguirmos os Seus passos ouvindo Sua Palavra de Vida Eterna e vivendo uma vida de mansidão, de paz, de Amor a Deus sobre todas as coisas e Amor ao nosso próximo como a nós mesmos.
Assim, seguindo a Jesus, teremos garantida a sustentabilidade da nossa existência, porque ao habitar no meio de nós Ele, com sua vida, resgatou os pecados do mundo e nos transformou em irmãos.
Escrito por jjcanaan às 12h43
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Heroísmo ou Covardia?

Julio Canaan Desde pequeno aprende-se a perceber o mundo de maneira comparativa e, conseqüentemente, relativa. Vive-se fazendo comparações: alto - baixo, gordo - magro, bonito - feio, barato - caro e assim por diante. A partir dessas comparações, estabelecem-se os mais variados padrões. Padrão de riqueza, de beleza, de inteligência, de dedicação, de certo ou errado... Assim se formata a nossa cultura, como resultado de todas as cargas de informações que recebemos, em casa, na escola, nas conversas e experiências, através do rádio, da televisão, dos jornais, das revistas, da internet, das viagens etc. Na busca permanente de preservação, os indivíduos e as instituições cultivam seus "valores", que são fortemente defendidos na conquista de seus próprios objetivos. Assim, o sorveteiro vai desenvolver todo um mecanismo de “marketing” para justificar que o seu sorvete é bom em toda e qualquer ocasião! Refresca no verão e, mesmo no inverno, seu teor nutritivo recomenda o seu uso... As novelas funcionam, com o poder da mídia onde são veiculadas, como um forte componente de “educação para o consumo”. Não se vive mais como antigamente! No meu tempo de garoto, havia uma frutinha que todos chamavam de “arrebenta cavalo”. Quem comesse dela morreria inchando até estourar. Havia até um colega meu que tinha visto um cavalo morto, depois de comer essa frutinha! Aprendia-se muito com a Natureza ... com os animais! Com o passar dos anos, a gente aprendia na escola que, determinados medicamentos antes de serem ministrados aos “humanos”, eram aplicados em “ratos”. Depois de observados os efeitos produzidos nas “cobaias”, aí, então, eram aplicados à gente! Tudo passava pelos “laboratórios”. Infelizmente, hoje em dia, vê-se que o "crime organizado" também utiliza seus laboratórios. O narcotráfico desenvolve experiências para seduzir e induzir ao vício os incautos. As indústrias armamentistas “fabricam” as guerras e os desentendimentos para melhor “vender” seus artefatos bélicos. A Natureza grita e ninguém escuta ... a miséria e o aquecimento global vão crescendo, apesar de todas as justificativas e argumentos políticos. O cidadão de bem, que ingenuamente vai vivendo e cumprindo com as suas obrigações, não está habilitado a enfrentar o sem-número de investidas para destituí-lo de seus bens duramente conquistados. Torna-se presa fácil da marginalidade premeditada e experiente! Muitos nem chegam a tomar posse de seus bens, pela prática do "trabalho escravo". O mais forte e poderoso só exerce a sua força e o seu poder sobre aqueles que, sabidamente, são mais fracos. É como tirar o pirulito de uma criança indefesa! O discurso demagógico enaltece as boas obras acentuando o “dever ser”. Com isso cativa o cidadão de bem e conquista a sua confiança e o seu aval. Mas, depois de conquistar o poder ... “o que é” passa não ter mais nada a ver com o que “deveria ser”. Os grandes heróis convertem-se em verdadeiros covardes. Burlam a vigilância da população e utilizam o seu poder para a satisfação de seus próprios interesses, em detrimento ao Bem Comum. Quem trabalha à luz do dia, de maneira transparente, não pode temer o questionamento popular. Ao contrário, deveria ser o primeiro a abrir todas as informações para dirimir quaisquer dúvidas que pudessem existir com relação às suas atividades... à luz de evidências objetivas! Quero ver, portanto, esses “heróis” e valentes detentores dos "postos de comando" públicos e privados, vestindo a camisa do “dever ser”. Que sejam capazes de proclamar aos quatro ventos: “Durante todo o meu mandato, estarei disponível para esclarecer quaisquer dúvidas que possam existir sobre as minhas atividades, que, a priori, são transparentes, corretas e plenamente auditáveis”. Afinal, espera-se de todo poder ações heróicas e magnânimes! Quem sabe, assim, os “espaços obscuros” onde se instalam todos os vírus da corrupção, possam ser iluminados e não formem um habitat seguro para a proliferação dessa miséria humana, que tanto tem transformado muitos poderosos heróis populares em impiedosos covardes anônimos.
Escrito por jjcanaan às 09h45
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A Governança Corporativa como principal causa do Aquecimento Global

Julio Canaan Governança Corporativa é o conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. Isto inclui as relações entre as diversas partes interessadas e os objetivos pelos quais a empresa se orienta, dentre os quais destacam-se os acionistas, a alta administração, o conselho de administração, os funcionários, fornecedores, clientes, bancos e outros credores, instituições reguladoras, o meio-ambiente e a comunidade em geral. Matematicamente sabe-se que uma função: y = f(x) estabelece uma relação entre a variável independente (x) e a variável dependente (y). Por exemplo, se tivermos a função y = 2x, isto significa que ao atribuirmos um valor para x = 2, consequentemente o único valor admissível para y será = 4. Não é possível, portanto, atribuirmos o valor 2 a x e querermos que o valor de y seja 5, pois y "depende" do valor atribuido a x. Ora, na Governança Corporativa, sabemos que tudo é equacionado de forma a permitir que o lucro da organização seja ampliado ao máximo, ajustando-se "harmoniosamente" todas as demais variáveis envolvidas, que são representadas por todas as "partes interessadas". Quando o "lucro" é ameaçado pelas equações existentes, surgem "estrategicamente" os famigerados "cortes", impostos pelo poder gestor corporativo, que tem seus compromissos fundamentados em seus "objetivos". Naturalmente vence o "mais forte". As partes interessadas menos expressivas vão sendo gradativamente alijadas do processo decisório, por meio de inúmeros rodeios e estratégias forjadas para satisfação das partes interessadas mais fortes. Surgem as estatísticas para "mostrar" que o atual sistema está matando menos do que nos anos anteriores! A ética fica comprometida em face das necessidades financeiras. Os erros são "justificados" por meio de estudos de "viabilidade" econômica. Interesses "políticos" passam a predominar sobre outros tipos de interesses e o bem comum é derrotado pelo bem estar individual de pequenos grupos "poderosos". Consequências: 1. Aumento da concentração de renda, com a melhoria da qualidade de vida para os grupos dominantes. 2. Aumento da miséria no planeta, com a deterioração da qualidade de vida para as grandes massas humanas. 3. Degradação da qualidade nos processos produtivos, em virtude da prevalência do lucro. O que não era bom e precisava ser cortado passa a ganhar um prazo infinito para ser erradicado, por meio de estatísticas fabricadas para justificar a permanência do erro... a sociedade em geral que se dane! O ar que se respira pode ser contaminado, desde que as "taxas" estatisticamente "aceitas" (por quem?) sejam mantidas. Os combustíveis podem ser adulterados, o desemprego pode ser mantido, o salário mínimo (dos governantes?) deve ser controlado... O enriquecimento ilícito deve ser esquecido e o empobrecimento provocado deve ser regulamentado! Numa visão apenas comparativa, percebe-se que, quanto mais o mundo "evolui" e aumentam os mecanismos que regulam a "Governança Corporativa", mais aumentam os índices do "Aquecimento Global". É a Natureza se impondo a toda sorte de falcatruas e gritando alto para que o mundo seja governado à luz do Amor e da Ética e que as pessoas atuem responsavelmente. O Planeta Terra e toda a humanidade agradecem pela mudança de paradigmas no trato da Governança Corporativa! Isto é Urgente! Urgentíssimo!!!!!!! Acordem!!!!!!!!!!!!! Transcrevemos, a seguir um trecho do pronunciamento feito pelo Papa Bento XVI ao Corpo Diplomático da Santa Sé, na Cidade do Vaticano, em 11/01/2010: As raízes da degradação ambiental “são de ordem moral e a questão deve ser enfrentada no quadro de um grande esforço de educação, para promover uma real mudança das mentalidades e estabelecer novos modos de vida”.
Escrito por jjcanaan às 17h24
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O paradoxo do cachorrinho
O paradoxo do cachorrinho - 23/01/2006

Julio Canaan
Certa vez, num desses fins de semana bem ensolarados, estava à beira da praia apreciando o movimento, enquanto saboreava uma água de coco bem gelada, à sombra de uma castanheira. Foi quando chegou um caminhão carregado de cocos para abastecer as barraquinhas que ali estavam distribuídas, ocupando toda a extensão da praia.
O barulho que o caminhão fazia era grande, enquanto manobrava para estacionar e descarregar os cocos. De repente vimos um cachorrinho que se aproximava do caminhão latindo desesperadamente. Quanto mais barulho o caminhão fazia, mais alto e insistentemente o cachorrinho latia.
Quando o caminhão parou e o seu motor foi desligado, o cachorrinho também parou de latir. Fiquei curioso em saber o que ele iria fazer a partir daquele momento, pois ele se comportava como um verdadeiro vencedor. Dominara o monstro que emitia ruídos ensurdecedores, e que agora, estava parado em silêncio!
Talvez ele estivesse pensando... E agora? O que vou fazer com este enorme monstro barulhento?
A minha curiosidade foi logo satisfeita. O cachorrinho aproximou-se da roda do caminhão, fez o seu tradicional xixi e saiu saltitante abanando o seu rabinho.
Mas fim de semana dura pouco. Logo na segunda-feira, eu já estava a postos, enfrentando os desafios das auditorias de sistemas da qualidade. Enquanto dirigia até a fábrica do meu cliente, ouvia os noticiários pelo rádio, e me irritava com as denúncias, com a história política do nosso País, com o marketing pré-eleitoral, enfim, com toda a luta pela conquista do poder.
Lembrei-me do cachorrinho. Ele, irracionalmente, me dera uma verdadeira lição, ensinando-me o verdadeiro significado de uma conquista!
Associei a vitória do cachorrinho sobre o caminhão e imediatamente me ocorreu uma analogia com o nosso marketing político, às vésperas das eleições. Os candidatos agem exatamente de maneira semelhante ao cachorrinho. Fazem de tudo para serem eleitos... Afinal alguém o será, porque faz parte do processo! (mesmo que não tenha aptidões para o cargo pretendido!). Ao contrário das organizações que buscam sempre os melhores para a sua direção e gerenciamento, na época das eleições, o povo passa a olhar com lupa para ver quem é menos nocivo ao país para, então, dar a ele o seu voto! O marketing adotado geralmente é o pessoal e não o de projetos e programas.
Quando, finalmente, o infeliz “ganha” as eleições, o seu comportamento é “igualzinho” ao do cachorrinho... O que fazer agora com este caminhão de problemas?
Assim, passam-se os dois primeiros anos, justificando que nada se fez porque estava tomando pé da situação e dos rombos e falcatruas deixados pelos “outros”. Nos dois anos subseqüentes, também nada se faz, porque agora o negócio é muito mais importante para o País: trata-se do sério problema da “reeleição”. Segue-se a “tradição”... Pois é... Sempre que passa um caminhão ruidoso próximo a um cachorrinho... ele corre atrás, late desesperadamente e, raramente alcança o veículo... Mas, quando, surpreendentemente, o caminhão pára... aí começa o problema: O que fazer com ele? Xixi na roda?
O cenário político brasileiro (e mundial) tem revelado um crescimento muito grande de cachorrinhos, que, têm feito muito mais do que xixi na roda dos seus caminhões... e o povo que limpe tudo depois.
Moral da história: Viva o Brasil, que é uma grande nação, capaz de sobreviver apesar desses políticos... que se sucedem desde os tempos do seu descobrimento! Esses são os verdadeiros pocotizadores, cujas origens remontam às próprias origens do nosso País.
Para acabar com este círculo vicioso, só nos resta uma alternativa: Considerando o paradoxo do cachorrinho... Auditoria neles!
Escrito por jjcanaan às 20h55
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Sociedade Organizada - 15/05/2005

Julio Canaan
Fiquei estarrecido quando ouvi em um desses noticiários: “Os idosos precisam se organizar para garantirem os seus direitos”.
Era só o que faltava! Direitos inalienáveis, garantidos pela nossa Carta Magna, substanciados por Leis, formatados por Estatutos, priorizados através de Decretos, Portarias e tantos outros mecanismos legais... E, finalmente, os que não têm vez nem voz, são conclamados a “se organizarem” para terem seus direitos preservados!
O descalabro é tão grande que, não duvido que, a qualquer momento, a gente veja algum edital conclamando: “Os fetos que se organizem para não serem abortados!”
Gente, isso é terrível. É o cúmulo do “aperfeiçoamento cruel” da pocotização. Vejamos o que diz a nossa Constituição (o maior de todos os padrões) sobre o amparo às pessoas idosas:
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.
A meu ver, todos os parâmetros ditados pela nossa Carta Magna deverão ser gravados a fogo em nossos Objetivos Nacionais Permanentes. Os Governos, as autoridades, as Instituições e todos aqueles que são os porta-vozes dos que não têm nem vez nem voz em nossa sociedade deveriam assumir todas as frentes de defesa de seus interesses desvalidos. Ou será que as próprias instituições ficam à espreita dos “cochilos” para se apoderarem dessas presas fáceis.
Quanto maior o volume do capital acumulado para a preservação desse nobre interesse nacional, parece que maior é o índice de “formações de quadrilhas” para se apoderarem desses vultosos montantes...
Uma análise crítica dessa situação nos leva a raciocinar como auditores...
Se os bancos descobrem, com eficácia, diferenças de centavos em contas, fica claro que existem mecanismos de busca que permitem essa localização.
Se a nossa mídia vive nos apontando dados relativos a “desvios” que chegam a ordem de “bilhões”, será que não existem mecanismos de busca que permitam essa “localização”?
Até quando teremos que ouvir: “Exerça o seu poder através do voto”. ???
As urnas exercem um poder mágico, capaz de levar o cidadão a votar em um sonho. As campanhas eleitorais se revestem de uma característica de “hipnose coletiva”. O povo acredita que “tudo vai acontecer da forma como está sendo anunciada”... (Propaganda enganosa).
Acredito que tudo se resolveria se as “imunidades políticas” deixassem de existir diante do “Código de Defesa do Consumidor”. Talvez pudéssemos ter uma Sociedade Organizada. Por quê não?
Categoria: Reflexões
Escrito por jjcanaan às 20h53
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Boca no Trombone - 09/05/2005

Julio Canaan Cada cidadão pode cultivar uma visão de auditor, para melhor exercer a cidadania, desenvolvendo mecanismos ágeis para avaliar conformidades. Se olharmos uma balança, teremos um exemplo claro do que é conformidade. Se a balança está em equilíbrio, significa que aquilo que se pesa está em conformidade com o padrão de peso desejado. Ora, a auditoria é muito semelhante à metrologia. Enquanto a balança mede uma grandeza física, a auditoria “mede” ou avalia se uma determinada atividade está em conformidade com aquilo que “deve ser”, tomado como padrão. Com toda certeza, a nossa sociedade é regulada por uma Constituição, por Leis, Regulamentos, Normas, Portarias, Decretos e uma grande gama de decisões governamentais e sociais, cujo reflexo é percebido no seu próprio comportamento. Em meio a esta enxurrada de “definições maiores”, criam-se padrões de comportamentos, com o objetivo estabelecer uma “boa ordem social”. Mas, em contra-partida, percebe-se também a existência de muitas atividades e atitudes que contrariam, frontalmente, essas definições, desagregam valor, são poderosas, utilizam a “mídia convencional emburrecida da vereda tropical” e têm um grande poder de “pocotização”. Para atuar como auditor, cada cidadão deve questionar: “O que está sendo feito está de acordo com o que deve ser feito?”. E o padrão considerado, é um padrão válido? Ora, padrão é lei. Tem que ser seguido até que se prove o contrário. Nenhuma lei pode ser “esquecida”, mas todas elas podem ser “melhoradas continuamente”. E existem canais apropriados em nossa sociedade para re-estudar qualquer lei que se mostre inadequada. Todos os padrões, portanto, estão sujeitos a revisões para acompanharem as mudanças ocorridas no sistema que os utiliza. Através do estudo, do debate, do firme propósito de melhorar continuamente a qualidade de vida no mundo em que vivemos, cada cidadão deve se esforçar para questionar os padrões vigentes em nossa sociedade. Através de uma visão crítica... uma visão de auditor, cada um de nós é convidado a avaliar conformidades em todas as situações em que nos encontremos. Quando algo destoar dos padrões estabelecidos...é só colocar a boca no trombone!
Categoria: Reflexões
Escrito por jjcanaan às 20h47
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Apenas um Sonho (!) ou (?) - 25/04/2005

Julio Canaan
Tudo era nebuloso. A praça na penumbra e muito movimento ao redor. Buzinas, freiadas de carros, apitos de guardas de trânsito e conversas, as mais variadas, na multidão. A praça estava congestionada de gente e de carros ao seu redor.
Proveniente de um palanque, no centro da praça, ouviu-se, a princípio bem baixinho: burro!
Depois, alto e bom tom: B-U-R-R-O !
Silêncio total, durante alguns segundos.
"Meus amigos. Estou aqui, hoje, para trazer ao povo alguns esclarecimentos sobre a Educação e a Cultura:
1º) A nossa maior preocupação consiste em mostrar ao povo a importância que tem a sua educação; a sua cultura; a sua capacidade de entendimento dos problemas Nacionais e da forma de atuação das mais variadas organizações existentes no Brasil.
2º) É preocupação prioritária, porque, na medida em que o povo evolui, os problemas Nacionais diminuem. A atuação dessas organizações fica mais questionável, e as chances de falcatruas em nome do progresso ficam reduzidas, cada vez mais.
3º) Por isso estou aquí para declarar que o PODER POCOTIZADOR dessas organizações se fortalece cada vez mais, na medida em que o povo se torna mais B-U-R-R-O !
4º) De onde sairiam os recursos para indenizar o povo pelas propagandas enganosas, pelo crescimento da violência no país, pela falta de educação e de saúde, pela inflação, pelo consumismo, pelo desmantelamento da família e tantos outros desatinos que envolvem a nossa sociedade? Como moralizar os planos de saúde ou de aposentadoria, que arrecadam tudo o que têm direito do usuário, mas quando chega a hora do seu atendimento, vê-se marginalizado e reduzido à categoria de pedinte! Como resgatar valores, se predomina o enaltecimento das futilidades e da cultura inútil, por ser o caminho traçado pelo capitalismo selvagem?
5º) Só resta uma saída: O povo B-U-R-R-O !
Logo após, silêncio total. Algumas sirenes de ambulância (bombeiro ou polícia)... não sei ao certo. Tudo nebuloso... Acordei!
Era dia claro. O sonho ainda estava nítido em minha mente. Respirei profundamente, vesti a minha alma com o verde-amarelo e saí às ruas, para lutar contra esse estado de coisas! Via com clareza o caminho a seguir, pois sempre acreditei no Brasil, no futuro e na criatividade de todos!... Enquanto caminhava e meditava, ouvi:
"Lá vai aquele pobre sonhador... Vive no mundo da UTOPIA”
Indignado respondí:
"Se é UTOPIA construir um Brasil melhor é, também UTOPIA, construir um Brasil pior! Para sairmos desse buraco é preciso ESFORÇO... ao passo que para mergulhar nesse mesmo buraco, basta ficarmos de braços cruzados... ou fecharmos os olhos e os ouvidos aos fatos concretos que nos rodeiam. É, realmente, muito mais fácil e cômodo permanecermos B-U-R-R-O-S !"
Aquela palavra soou tão alto em meus lábios, que... novamente, acordei!
Escrito por jjcanaan às 20h25
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A César o que é de César... João de Deus A DEUS! - 02/04/2005

Julio Canaan Por meio de surpreendentes rodeios, Deus faz com que tudo concorra para o bem daqueles que O amam! Quando Deus disse: “Faça-se a Luz!”, a luz se fez. Simples, não é? Para Deus “tudo” é possível. Por exemplo, criar dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio e depois mandar os dois se juntarem para formar a água: H2O. Tudo isso num simples ato de Sua Onipotente Vontade. Deus vai criando tudo, pacientemente, porque não depende do tempo. Ele é eterno. Sempre existiu, existe e sempre existirá. O tempo? Sim o tempo. Deus o criou, automaticamente, depois que criou a primeira criatura. Para a criatura, sim, o tempo passou a existir. Nós somos as criaturas de Deus mais privilegiadas do Universo por Ele criado. Não somos apenas junções de átomos, moléculas ou substâncias. Houve um momento em que houve em nós aquela ordem divina: “Faça-se a Luz”. A Luz da Vida que Deus sopra sobre cada um de nós. A Luz do entendimento, para que, a cada momento, à imagem e semelhança de Deus, a gente possa sobreviver, crescer e expandir em meio a esse universo de criaturas. Há, em cada um de nós, portanto, um aglomerado de matéria e energia, que nos permite existir interagindo no Universo criado, mas há, também, um sopro de Vida que nos liga infinitamente ao Criador. Podemos dizer que, através desse sopro, o próprio Deus habita em nós. Mas Deus não é um invasor. Ele nos respeita. Ele nos criou e continua nos criando, lapidando cada um de nossos elementos, preparando-nos para a eternidade. Há uma ação que está ligada ao tempo... o nosso tempo de vida. Cada vez que dizemos “sim” à ação de Deus em nossa vida, estamos deixando que Ele prossiga em Sua Obra de Criação em nós. Quando o nosso “tempo” acaba, a Obra de Deus em nós também acaba e estamos prontos para vislumbrar a eternidade que Ele nos preparou. Dizendo “não” a Deus, o nosso “tempo” se acaba... e nós ainda não estamos concluídos... seremos uma obra inútil... inacabada! O segredo, portanto, da felicidade plena... eterna, consiste em sempre dizermos “sim” a Deus, em toda e qualquer circunstância em que nos encontremos. É simples, como “beber água” e ao mesmo tempo difícil como “fazer água”. Deus revela a cada uma de Suas criaturas, a Seu tempo, o seu correto proceder. É questão, apenas de orar e vigiar, seguindo os ensinamentos do Seu Filho Jesus. Todos as nossos pensamentos, palavras, atos e omissões ocorrem sob a Sua supervisão! Portanto, todas as vezes que encontrarmos algum “desvio”, tenhamos a coragem de contrariar a “nossa vontade” para deixar que o Senhor, segundo a Sua Vontade, conclua em cada um de nós a Sua obra! O Papa João Paulo II passou toda a sua vida nos lembrando dos ensinamentos de Jesus Cristo, revelando-nos o Caminho para o Reino de Deus, mostrando-nos com o seu exemplo de vida o que é uma Obra Concluída!
Categoria: Reflexões
Escrito por jjcanaan às 20h16
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Teoria da Relativa Idade - 05/02/2005

Julio Canaan
Aposentado...Ria!
É curioso como a vida humana segue perfeitamente a Lei dos Inversos. Sim, ao contrário de tudo que “envelhece” com o passar do tempo, a humanidade vivencia, na prática um “rejuvenescimento” contínuo. Tanto isso é verdade que, com o escoar dos anos, mais e mais “novidades” surgem ao nosso redor!
O ser humano é fascinado pelo “novo”. Quando se pensa que não há mais solução para determinado problema... surge um novo paradigma, através do qual se inicia um novo processo capaz de conter inúmeras soluções, fazendo desaparecer o “velho problema”.
Navegamos em uma nave, na qual nós somos, ao mesmo tempo, agentes e pacientes das mudanças que introduzimos em nosso meio. Assim sendo, o homem é o principal interessado em produzir e, pela lei natural das coisas, deveria ser o principal beneficiário de sua própria produção. Não é justo, portanto, que muitos produzam o pão e não o tenham para alimentar sua família... muitos constroem moradias e não têm onde morar... trabalham e não têm dinheiro suficiente para sustentar a sua família com dignidade.
Existem, também, aqueles que conseguem chegar à famosa “aposentadoria”...
Pela Lei dos Inversos, se compararmos o ser humano a uma máquina, veremos que: a máquina sai da fábrica com o seu valor máximo e vai depreciando ao longo do tempo, até o fim da sua vida útil, enquanto que o ser humano nasce impotente, inútil, totalmente dependente, e, com o passar do tempo, cresce e se desenvolve até o momento da “aposentadoria”, que o sucateia em pleno apogeu!
Vamos refletir...
Se o homem se aposenta em pleno apogeu, está se aposentando na hora errada, quando tem ainda muito a contribuir no processo de evolução da humanidade! Deveria, portanto, ser cada vez mais valorizado e potencializado, em vez de ser “aposentado”, descartado do rol das pessoas produtivas!
Se o homem se aposenta, tendo exaurido todas as suas energias em prol das suas atividades desenvolvidas ao longo de sua vida, nada mais justo que receba uma remuneração digna, para que possa usufruir do seu descanso merecido, não devendo ser reduzido a um “pedinte” de favores da família e da sociedade.
O termo correto a ser empregado para a remuneração que o aposentado recebe, jamais deveria ser “benefício”, mas “reconhecimento”. Afinal o aposentado não é “beneficiado”, mas, por um justo direito, recebe o “reconhecimento” pelos seus serviços prestados à humanidade.
Como a atividade desenvolve e a inércia atrofia, a idade humana é fator de desenvolvimento, enquanto que para as “coisas”... é fator de envelhecimento!
Aposentado, não se deixe “pocotizar”, transformando-se em uma “coisa”!
Escrito por jjcanaan às 20h10
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Sinergia - 01/02/2005

Julio Canaan
“É tarefa do gerente criar um todo verdadeiro que seja maior que a soma de suas partes, uma entidade produtiva que resulte em mais do que a soma dos recursos nela empregados”. (Peter F. Drucker).
Ao interpretar-se essa afirmativa à luz da Teoria de Sistemas, considerando a Empresa como um Sistema Aberto, poder-se-á facilmente entender que a Capacidade Empresarial Integral resulta da aglutinação de todos os meios de que dispõe, cuja resultante é mais do que a simples soma da capacidade dos elementos. Assim todos os elementos se interligam, se intercondicionam e se completam gerando, no processo, novos recursos que não estão nos elementos singulares, mas despontam no todo.
De forma didática, quando os elementos se interligam, diz-se que há participação; ao se intercondicionarem, diz-se que há envolvimento e, quando se completam, diz-se que chegaram a um consenso. Considera-se que o grupo se integra quando há participação, envolvimento e consenso e, somente quando o grupo se integra é que surgem os referidos recursos – que não existem nos indivíduos singularmente, mas aparecem no todo. A esse ganho chama-se de SINERGIA.
A Sinergia varia em magnitude, podendo ser nula quando o grupo não se integra ou pode crescer indefinidamente – tendendo a infinito, quando o grupo se comporta como um sistema aberto interagindo da maneira mais perfeita possível.
Ilustra-se a tendência a infinito da Sinergia com a narrativa bíblica de MATEUS 18, 20 a respeito da afirmativa de CRISTO: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, aí Estou Eu no meio deles”. Nesse caso, transcendendo a razão humana, penetra-se no domínio da fé.
Por mais óbvio que pareça, não se pretende aqui conduzir os empresários a ganhos “infinitos”. Pretende-se, sim, despertá-los para o fato de que a SINERGIA alcançável na sua empresa é a responsável pela sua melhoria contínua.
Ao longo de toda a história da administração, observa-se a utilização do grupo para a solução dos problemas mais complexos, obedecendo empiricamente ao princípio de que “a união faz a força”. Considerado como “Sistema Fechado”, o grupo apresenta como resultante a somatória de seus elementos, validando o princípio de Lavoisier. Como “Sistema Aberto”, porém, o grupo pode gerar SINERGIA, permitindo alterar o enunciado anteriormente proposto por Lavoisier, para: “Na Natureza nada se perde, tudo se cria e tudo se transforma”.
Assim sendo, a SINERGIA deixa o plano teórico e passa a se projetar como algo concreto... alcançável e mensurável cientificamente!
Escrito por jjcanaan às 20h01
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Visão de Auditor

Julio Canaan
Sabe-se que a maioria dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio ingressa no mercado de trabalho (quando encontra trabalho!), enquanto um grupo bem reduzido prossegue nos estudos!
Para o pleno exercício da cidadania, é importante que este jovem disponha de mecanismos adequados, para que possa realizar uma análise crítica eficaz de cada situação com que se defronta no seu dia-a-dia.
Uma das ferramentas mais viáveis da atualidade está na preparação do jovem para que possa atuar com uma visão de auditor, que pode ser implementada com algumas atividades de sensibilização e treinamento.
Além de se qualificarem para atuar como agentes multiplicadores, estes jovens estarão habilitados a exercerem uma cidadania responsável, contribuindo cada vez mais para levar o nosso país ao desenvolvimento sustentável.
Consideremos alguns pontos básicos para reflexão:
1. Toda a estrutura sistêmica que permeia a nossa sociedade brasileira existe porque existem padrões. Sem padrões não há metas a alcançar. O sistema tende ao caos.
2. Não basta que se criem os “fiscais do presidente”, como foi feito no governo Sarney, quando todo mundo virou “fiscal”, mas sem saber “o que” fazer com aquele título! Não havia naquela época e, por incrível que pareça, até hoje ainda não há ferramentas nem padrões claros que permitam, na prática, a atuação desses “fiscais”.
3. E enquanto não se têm padrões nem ferramentas de análise de situação, o povo brasileiro vai sucumbindo à poderosa máquina de “pocotização”.
Vive-se hoje em meio a um festival de “absurdos” e “distorções”.
É a televisão que se especializa em “deseducar”, criando padrões de “sucesso”, que induzem os menos esclarecidos a perseguirem ideais que conduzem a “lugar nenhum”, pois o “sucesso” mostrado é muito semelhante à “loteria”: Uns “ganham” enquanto o “resto” ainda paga para ser “pocotizado”. Tal é o poder da mídia, quando colocada a serviço da deseducação, criando falsos “padrões”, que nada têm a ver com os “valores” constitutivos da nossa cultura nacional.
A “política” transforma-se em palco, onde o que se pensa nada tem a ver com o que fala e muito menos com o que faz! No final, o resultado que fica: “um povo cada vez mais pocotizado”, por falta de análise crítica das situações pensadas, faladas e vividas (para não dizer sofridas!).
É hora de se abrir espaço para debates e reflexões sobre a introdução da visão de auditor para o ensino médio, como uma tentativa de reversão ou, pelo menos, de vacinação contra esse vertiginoso fenômeno de pocotização em nosso Brasil.
Categoria: Reflexões
Escrito por jjcanaan às 19h57
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Aquecimento Global
Escrito por jjcanaan às 11h42
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